quinta-feira, 18 de setembro de 2014

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 2 REIS (Leia 2 Reis 4:18-31)

Os que confiam no Senhor serão como o monte Sião, que não se abala
(Salmo 125:1).


O Senhor deu um filho para a piedosa sunamita. Mas Ele quer fazer algo ainda maior: deseja que ela conheça Seu poder de ressuscitar os mortos. Um novo bebê na família é fonte de alegria para os pais e também para os irmãos e irmãs. Porém, um novo nascimento do mesmo bebê terá um valor maior; o céu inteiro se regozijará com tal evento. Essa passagem da morte para a vida, chamada conversão, é certamente o maior de todos os milagres! Jesus ainda realiza isso em nós hoje!

Pensemos no Salvador na casa de Marta, em Betânia. Ele era recebido com respeito e afeição ali de tempos em tempos, assim como Eliseu na casa da sunamita. Porém era necessário que aquela família O conhecesse por um novo nome: "a ressurreição e a vida" (João 11:25). Jesus não estava lá quando a doença veio sobre eles, e Sua demora pode ter sido interpretada com indiferença. É preciso que a fé seja testada, e assim foi com a sunamita. "Tudo bem", ela conseguiu dizer apesar de todas as circunstâncias. E para nós que reclamamos de coisas pequenas, não esqueçamos dessas duas palavrinhas que demonstram uma confiança inabalável no Deus a quem servimos: "Tudo bem"!

CLAMANDO POR NOSSAS CASAS!

Volve-te, pois, para a oração de teu servo, e para a sua súplica, ó Senhor meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo hoje faz diante de ti. Para que os teus olhos noite e dia estejam abertos sobre esta casa
(1 Reis 8:28-29).


Vivemos em tempos difíceis nos quais as casas têm sido um alvo especial do inimigo de nossa alma. Muitos homens e mulheres evitam compromissos matrimoniais, entregando-se à fornicação; outros quebram tais votos na primeira dificuldade; e a sociedade aceita essas coisas como se normais e desejáveis fossem. Perguntamos o mesmo que Davi: "Se forem destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?" (Salmo 11:3). Ser arrastado pela corrente de iniqüidade? Sofrer com sua impotência? Nada disso! Os recursos divinos estão disponíveis para Seus filhos.

Embora os versículos acima tenham sido palavras de Salomão acerca do templo que ele construiu, elas se aplicam de maneira fantástica às nossas casas. Não eram simplesmente parte de uma ladainha proferida em uma fria rotina que muitos chamam de "tempo de oração". Eram um clamor do coração, uma oração com súplica, derramado diante do Senhor, com a plena consciência de Sua presença.

Será que nos importamos com nossas casas? Então supliquemos por cada membro de nossa família com intensidade. Estamos em um mundo morto no maligno (1 João 5:19). Se qualquer ente querido fosse enviado para a guerra, como seriam nossos clamores diante de Deus? E como devem ser nossas orações ao sabermos que os poderes do diabo estão atacando-os por todos os lados? Somos atacados na escola, na mídia, na mente, na cultura que nos cerca. Enfim, em todos os lugares e de todas as maneiras. Se pedirmos ao Senhor que Seus olhos estejam sobre nossas casas dia e noite, isso significa que estaremos sob o foco de Sua luz divina.

Que o clamor de Salomão pelo templo seja o nosso clamor por nossas casas, pois nós mesmos somos templos vivos (2 Coríntios 6:16)!

"COINCIDÊNCIA"?

E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras; e abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos
(Mateus 27:50-53).


Quem não se sentiria profundamente tocado ao testemunhar o terremoto que se seguiu à morte do Senhor Jesus, o qual abriu muitas sepulturas, e também pelo fato do véu do templo de rasgar ao meio? Será que tais eventos foram mera coincidência? Somente um coração frio e endurecido poderia sugerir isso.

Três dias depois, Seus inimigos tentaram explicar o fato de Sua tumba estar vazia, subornando os guardas para dizerem que os discípulos haviam roubado o corpo. Mas como explicar a ressurreição dos santos que apareceram em Jerusalém? Por que o coração deles não se comoveu por um testemunho de Deus tão claro?

Por que Deus rasgou o véu do templo em duas partes? Israel não viu qualquer significado nisso, mas Hebreus 10:20 nos diz que era um "novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne". Enquanto Cristo estava vivendo neste mundo, o fato de estar "em carne" (Sua humanidade sem pecado) proibia qualquer pessoa de adentrar o santo dos santos. Mas quando essa carne foi "dilacerada" na morte sacrificial, o caminho para o santíssimo lugar foi imediatamente aberto para todos os pecadores redimidos por Seu precioso sangue. Maravilhosa graça!

Quantas "coincidências" aconteceram em sua vida, querido leitor? Quantos fatos surpreendentes pelos quais Deus quis lhe falar?

O GOSTO PELA EXCELÊNCIA

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai? e o Deus de paz será convosco.
(Filipenses 4:8-9).


Em 1985-1986, os artesãos e artistas que recuperaram a estátua da Liberdade em Nova Iorque ficaram impressionados com a qualidade dela. Seu construtor, o famoso escultor francês Bartholdi, trabalhou com muito detalhamento, em especial na coroa, em suas pontas e na cabeça da estátua.

Amigos cristãos, como Bartholdi, também temos de nos esmerar em cuidar de nossa cabeça ? símbolo de nossa vida de pensamentos, que formam nossas crenças e atitudes ? e de nossa coroa, figura de tudo o que recebemos de Cristo (Apocalipse 3:7-11).

Esta é uma árdua tarefa, pois a pressão que os filhos de Deus enfrentam em um mundo corrompido pelo pecado é gigantesca. De todos os lados somos bombardeados por mensagens de "homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo" (Judas 4). Lembremos da expressa declaração do Espírito Santo: "Nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência" (1 Timóteo 4:1-2).

E para nos guardar de tamanho engano, Ele nos deu uma poderosa arma espiritual: o capacete da salvação (Efésios 6:17). Esse capacete protege nossa mente de toda mentira e purifica nossos pensamentos, para que sejamos cheios da plenitude de Deus (Efésios 3:19).

TODO FURACÃO TEM UM OLHO

Então Daniel falou ao rei: Ó rei, vive para sempre! O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum. Então o rei muito se alegrou em si mesmo, e mandou tirar a Daniel da cova. Assim foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus
(Daniel 6:21-23).


Furacões são fortes ciclones, cujos ventos atingem mais de 120 km/h, e podem medir vários quilômetros de extensão. Apesar da velocidade do vento ser devastadora, no centro desses furacões há um espaço com cerca de 32 quilômetros de diâmetro onde tudo permanece em perfeita calma. Cercado pela fúria do vento e por fortes chuvas, o olho do furacão é um lugar de tranquilidade e segurança.

Daniel esteve neste lugar. Ao ser jogado na cova dos leões, se viu cercado por felinos que ansiavam por uma refeição kosher, ou seja, um alimento preparado de acordo com as tradições judaicas. Mas, por causa da intervenção do anjo de Deus, Daniel não tinha nada para se preocupar. Em meio a uma situação extrema, ele experimentou a perfeita paz e serenidade vindas de Deus.

As tempestades da vida estão prestes a atingir a todos nós da mesma forma. Os assustadores ventos da adversidade e as pesadas chuvas da aflição não respeitam idade, sexo ou circunstância. No entanto, bem no olho dessas provas, Deus oferece aos que crêem em Seu Filho, Jesus Cristo, um lugar de paz e segurança. Isaías testifica: "Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti" (26:3).

Se você sente que um furacão se abateu sobre sua vida, um furacão de dívidas, depressão, doenças, privações, busque a Deus, o Único capaz de mantê-lo a salvo da destruição. Quando estiver em um furacão, vá em direção ao olho.

O EVANGELHO ­- A SOLUÇÃO

Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho... Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê
(Romanos 1:14-16).


Dr. Berry, um pregador famoso nos países de fala inglesa, era um teólogo liberal quando o seguinte fato aconteceu. "Certa noite uma garota de Lancashire veio até mim, com um xale na cabeça e tamancos de madeira nos pés. ? Quero que o senhor venha comigo e veja minha mãe. Ela está morrendo, e eu desejo que o senhor a conduza à salvação.

"Eu fiz tudo o que podia para me livrar daquela situação, mas foi inútil. Eu entrei na casa, e no andar de cima estava a pobre mulher morrendo. Sentei-me e falei sobre o Senhor Jesus como o supremo Exemplo, e O exaltei como Líder e Mestre. Ela olhou para mim, já nas garras da morte, e disse: "Doutor, isso não serve para gente como eu. Eu não quero um Exemplo. Eu sou pecadora".

"Ali estava eu, face a face com uma pobre moribunda e não tinha nada para lhe dizer. Não tinha o evangelho; mas me lembrei do que minha mãe me ensinara, e falei sobre a velha história do amor de Deus revelado no fato de Cristo ter morrido pelos pecadores, e naquele momento não importava se eu acreditava ou não nisso.

"Agora o senhor está me ajudando. Essa é a história que serve para mim.

"E assim eu a ajudei, e me ajudei também. A partir daquela noite", acrescentou o Dr. Berry, "eu sempre tive o pleno evangelho da salvação para os pecadores."

domingo, 31 de agosto de 2014

A CEIA DO SENHOR

Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha
(1 Coríntios 11:26).


O Espírito Santo inspirou quatro homens para descrever a Ceia do Senhor: Mateus, Marcos, Lucas e Paulo. Quando unimos estes relatos vemos claramente quão grande é o privilégio que todos os filhos de Deus têm de celebrar essa Ceia durante a ausência de nosso Senhor.

Lucas descreve esta instituição da seguinte maneira: Jesus, "tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim" (22:19). Mediante o partir do pão, o Senhor Jesus queria ilustrar Sua morte por nós.

O Senhor deu graças antes de partir o pão. Isso nos indica que tal comida deve estar unida à gratidão e à adoração. Nosso coração poderia permanecer insensível e nossa boca muda quando nos lembramos dos sofrimentos, da morte e do inexplicável amor do Senhor?

Depois de cear, o Senhor Jesus tomou o cálice. Paulo o chama de "o cálice de bênção" (1 Coríntios 10:16). Isso significa que nossas bênçãos se devem ao sangue de Cristo vertido na cruz.

Por meio da instituição da Ceia, Jesus Cristo deu um impressionante testemunho de Seu grande amor. É a lembrança da morte de nosso Salvador. Para nós, é uma oportunidade especial de comemorarmos juntos Sua pessoa. Como Ele nos amou! Como Ele fez algo extraordinário, que ninguém mais poderia fazer! Como é inimaginável a posição para a qual Ele nos trouxe por Sua morte: a de filhos do Deus altíssimo!

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 2 REIS (Leia 2 Reis 4:1-17)

Deleita-te também no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração
(Salmo 37:4).


Este capítulo nos mostra Eliseu, tipo do Senhor Jesus, como fonte de bênção para duas famílias. A primeira família é pobre: uma viúva com dois filhos à mercê de um credor mau. Mas sua fé lhe mostrou a quem pedir ajuda (Salmo 68:5) e, portanto, ele recebe um suprimento milagroso de azeite enquanto havia vasilhas vazias.

Devido ao pecado, estamos vendidos a Satanás, o pior credor, e por isso ele tem direitos sobre nós (Isaías 50:1). No entanto, existe uma saída disponível: podemos clamar ao Senhor. Dele receberemos o poder divino, de acordo com a medida de nossa fé (as vasilhas vazias), não apenas para salvação daqueles a quem amamos, mas também para o nosso andar diário (v. 7).

A segunda família é muito diferente. São ricos, embora o homem de Deus seja recebido na casa com simplicidade. Ele se sente em casa ali, e seus anfitriãos gostam de hospedá-lo. Um bom exemplo para nós!
O Senhor Jesus verdadeiramente se sente à vontade em nossa casa e em nosso coração? Podemos mostrar-Lhe tudo, contar-Lhe tudo, confidenciar-Lhe nossos mais secretos desejos? Geazi teve de dizer a Eliseu o que aquela família queria, mas Ele conhece nossos anseios sem que precisemos Lhe falar nada. E Ele nos dará o que desejamos se isso estiver de acordo com Sua vontade (Salmo 37:4).