terça-feira, 22 de julho de 2014

O RECURSO DA ORAÇÃO - Testemunho

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus
(Filipenses 4:6-7).


"Meu pai sempre recordava o período de desemprego que enfrentou durante a grande crise de 1936. O que fazia com que a história de meu pai fosse muito emocionante era nossa situação familiar: eram seis filhos para serem criados com uma ajuda estatal muito limitada. Porém, meus pais receberam o Senhor Jesus como Senhor e Salvador, e se ancoravam nEle por meio da oração. Nessa época eu só tinha sete anos, mas me lembro bem dos momentos em que cada noite após o jantar, todos reunidos e de joelhos, pedíamos a Deus que resolvesse essa situação tão difícil.

No início de 1937, ele recebeu uma carta. Era uma resposta a uma solicitação feita à autoridade militar em 1919! Naquele ano meu pai tinha pedido um emprego reservado para os feridos de guerra (1914-1918). Ele fizera tal solicitação sem saber o que o futuro lhe reservava. Dezoito ano depois, justo no momento em que meu pai mais precisava, Deus mandou o emprego. Era somente uma vaga de trabalhador braçal, mas ele estava feliz de poder trabalhar; era magnífico. Naquela noite, como foi maravilhoso poder agradecer a Deus por Sua fidelidade!"

Deus Se alegra em que aprendamos a não estarmos inquietos por coisa alguma.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

A COMIDA DIVINA

E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.
Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.
(João 7:37-38; Isaías 55:1).


Que convite inacreditável! É o convite do Deus vivo para nós, seres tão pequenos. Para mim e para você. O amor e a bondade de Deus comovem seu coração? Ou não? Deus lhe oferece vinho (que simboliza a verdadeira alegria); e leite (a nutrição espiritual). Na Grécia antiga, as pessoas imaginavam que havia uma "comida dos deuses", néctar e ambrosia, e nenhum mortal poderia obtê-los. Mas o Deus vivo oferece Seus dons "sem dinheiro e sem preço". Todos os tesouros do mundo não podem comprar uma única gota do vinho da verdadeira felicidade.

Ele não desperdiça Seus preciosos dons, porque foram obtidos a um preço elevadíssimo: a morte e o sangue do Senhor Jesus no Calvário. Talvez você exclame: "Ah, essa velha história de novo!". Sim, este é um convite que há séculos ecoa neste mundo, onde o pecado nos deixou sedentos e famintos. No tempo determinado, o Senhor Jesus veio para Se dar como alimento: "Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida" (João 6:55).

Ser convidado a se alimentar do "Cordeiro de Deus", a beber do vinho e do leite do céu é um privilégio além da imaginação. Você tem comido a comida divina? Ou você se recusa a comer a carne do Filho de Deus e a beber Seu sangue, i.e. aceitar o Senhor Jesus como seu Salvador pessoal? "Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos" (João 6:53).

O SEPULCRO VAZIO

Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos.
E aconteceu que, estando elas muito perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes. E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou
(Lucas 24:46 e 24:4-6).


A ressurreição do Senhor tinha uma importância tão grande que deveria ser anunciada de maneira extraordinária para as mulheres que foram ao sepulcro e também aos discípulos. Por isso, dois anjos desceram do céu para dizer a elas que Aquele a quem buscavam entre os mortos estava vivo. O Senhor Jesus havia ressuscitado. Ao ouvir os anjos, elas "lembraram-se das suas palavras" (v. 8). É necessário manter no coração a Palavra de Deus, crer e meditar nela, para que ela conduza nossas ações e reações o tempo inteiro. Essas piedosas mulheres, tendo esquecido o que o Senhor Jesus falara, queriam embalsamar o corpo de Deus, não sabendo que Ele vivia. Elas olhavam para o mundo ao invés de olhar para o alto; estavam confusas e preocupadas ao invés de felizes e jubilosas.

"E, voltando do sepulcro, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os demais. E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam, as que diziam estas coisas aos apóstolos" (vv. 9-10). Ao citar seus nomes, Deus mostra o quanto apreciava o zelo e apego delas ao Seu Filho amado, apesar da ignorância. Deus sempre leva em conta o que se faz pelo Senhor Jesus em um mundo que O odeia.

sábado, 19 de julho de 2014

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 2 REIS (Leia 2 Reis 1:1-10)

Porventura, não há Deus em Israel, para irdes consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom?
(2 Reis 1:3).


Desde o começo deste livro vemos o ímpio Acazias mergulhando ainda mais na idolatria. Tendo ficado doente, ele envia mensageiros para consultar Baal-Zebube (senhor das moscas ou da contaminação). Esse é um ato ainda mais sinistro porque, por trás do ídolo, está Satanás, que procura ardentemente ser adorado e a quem os judeus chamariam de Belzebu, o príncipe dos demônios (Mateus 12:24)! O fim do rei é decretado pelo Senhor, e Elias tem a responsabilidade de transmitir-lhe a mensagem, como havia feito antes com Acabe, pai de Acazias. Ao ouvir a palavra divina, Acabe demonstrou ainda certa humildade, mas Acazias só pensa em capturar o profeta, com violência se necessário. Isso nos faz lembrar dos atos criminosos de outro rei ímpio, Herodes, contra João Batista (a quem a Palavra de Deus sempre conecta com Elias ? observe a roupa que usavam: v. 8 e Marcos 1:6). Essa notória rebelião contra o Senhor traz um castigo imediato e solene.

Acazias supera seu pai no praticar o mal. Ele tinha diante de si apenas os tristes exemplos de seus pais, Acabe e Jezabel. Porém, o que dizer dos jovens que foram criados por pais piedosos e mesmo assim seguiram após os ídolos deste mundo?

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A FÉ CRISTÃ É A CONFIANÇA EM DEUS

Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.
Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa
(Isaías 26:3; Hebreus 10:35-36).


Um dos aspectos mais importantes da fé é a confiança. Este é um dos assuntos mais desconhecidos e pior vividos, mesmo pelos cristãos. A fé não é fazer, mas crer e estar em relacionamento com Deus, confiando nEle e entregando-se à Sua bondade.

Quando percebo o que sou por natureza, meu único recurso é lançar mão de Sua graça. Quando tenho conhecimento da maldade que habita em meu ser, e de como não posso fazer nada para me transformar, olho para o Senhor Jesus, meu Salvador. Isso é fé.

Confiar em Deus é contar com Ele, permitir que Ele aja em mim. A busca por apoios humanos é contrária à fé em Deus. Quando orarmos, aprendamos a deixar tudo nas mãos do Senhor: nossas circunstâncias, futuro, família, amigos? Essa confiança em Deus traz paz ao coração e tranquilidade na prova.

Confiar em Deus também é aprender a dizer "sim" para o Senhor Jesus; é responder ao Seu convite diário para segui-Lo, receber as promessas de Sua palavra, conformar-se à Sua vontade. Este "sim" é um compromisso que se estende por toda a vida. Aquele que conta com o Senhor recebe a força e as orientações seguras. Somente a fé nos torna capazes de agradá-Lo.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

UMA AJUDA INESPERADA

Não são porventura todos eles [os anjos] espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?
(Hebreus 1:14).


Estávamos em um aeroporto de um país oposto ao evangelho. Ao contrário dos demais passageiros, nossas malas estavam quase vazias. As bíblias que estavam nelas foram deixadas com os amigos que visitamos. Se nos pedissem para abrir nossa bagagem, corríamos o risco de descobrirem que não éramos simples turistas como os demais, que sempre trazem todas as lembranças que podem, e podiam fazer perguntas muito comprometedoras. Mas será que estávamos dispostos a sofrer como nossos irmãos perseguidos? Isso nos deixava bastante apreensivos.

Ao nos apresentarmos no guichê, com nosso formulário nas mãos, oramos ao Senhor. Então apareceu um homem vestido à moda do país, bem tranquilo e cheio de autoridade.
- De onde vocês vêm e para onde vão?
Respondemos.
- Sigam-me. E olhando nossos formulários que ainda estavam em branco, acrescentou: - Vocês não vão precisar disso.

Atravessamos a zona de segurança onde as bagagens são registradas, passamos ao lado de um detector de metais, e depois um soldado recolheu nossos bilhetes de embarque. Parecia que éramos invisíveis.
- Não parem; disse nosso guia. Quase sem nos darmos conta, estávamos prontos para embarcar. E o homem que nos ajudou desapareceu! Nosso coração transbordou de alegria e gratidão.
Deus faz milagres pelos que confiam nEle.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

UMA JUSTIÇA INJUSTA

Condenastes e matastes o justo.
Mas vós negastes o Santo e o Justo, e pedistes que se vos desse um homem homicida
(Tiago 5:6; Atos 3:14).


Os escândalos envenenam a vida política de muitos países. Isso é grave, porque se os que têm o poder não dão exemplo, quem dará? Se a justiça é injusta, o que nos resta?

Essa triste constatação não é coisa de ontem. Há quase dois mil anos aconteceu o mais injusto de todos os processos. O acusado não era ninguém menos que Jesus Cristo, o Justo; os acusadores eram gente como eu e você. Como dizia ser Filho de Deus, os líderes religiosos o condenaram à morte, o magistrado civil, convencido de Sua inocência, confirmou a sentença debaixo da pressão popular. Até os Seus amigos O abandonaram. Esse processo terminou sinistramente com a crucificação do Réu. Sim, verdadeiramente naquele dia a justiça foi injusta no mais alto grau possível.

Mas como um inocente pode fazer com que as pessoas se unissem contra Si? Porque Ele, "a luz dos homens", "veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más" (João 1:4 e 3:19). Por que Deus não interveio? Porque em vez de nos castigar, Ele colocou sobre Seu Filho o castigo que jamais poderíamos suportar.

A crucificação do Senhor Jesus Cristo foi a maior injustiça da humanidade. Mas por meio disso Deus mostrou Sua própria justiça ao aceitar o sacrifício de Seu Filho. "Àquele que não conheceu pecado, [Deus] o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Coríntios 5:21).

COMPREENDER

Entendes tu o que lês?
Tens tu notícia do equilíbrio das grossas nuvens e das maravilhas daquele que é perfeito nos conhecimentos?
Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas?
(Atos 8:30; Jó 37:16; Romanos 9:20).


Seja na natureza ou na Bíblia, muitas coisas permanecem incompreensíveis. No entanto, será que devemos -ou conseguimos ? explicar e compreender tudo? A Escritura não tem como alvo satisfazer nossa curiosidade. Através dela Deus Se revela aos homens, que devem recebê-la com a simplicidade de uma criança. "Se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus" (Mateus 18:3). Há milhares de perguntas legítimas e interessantes para as quais ainda não há resposta da parte de Deus. Será que nossa mente tão limitada e corrompida pelo pecado conseguiria entender as respostas divinas?

Nossa responsabilidade consiste em reconhecer Jesus como o Filho de Deus, em crer nEle e em amá-Lo. Primeiro é necessário se arrepender dos pecados, crer na maravilhosa obra da cruz e se render ao senhorio de Cristo. "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (João 1:12-13).

Apenas quem nasceu de Deus pode confiar no amor do Pai. E isso permite com que nossa necessidade humana de compreender tudo seja substituída pela confiança no amor de Deus, o que traz descanso à alma. Mediante a fé vemos o invisível, compreendemos que "aquilo que se vê não foi feito do que é aparente" (Hebreus 11:3 e 27). Mediante a confiança no amor do Pai nos aquietamos diante daquilo que nossa mente não consegue entender. "As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem" (Deuteronômio 29:29).