domingo, 27 de julho de 2014

O GRANDE "POR QUÊ?"

Jesus? pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.
Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro
(Hebreus 12:2; 1 Pedro 2:24).


Se desejamos saber a atitude de Deus frente ao pecado e o verdadeiro caráter de Sua santidade, temos de contemplar a cruz e escutar esse clamor de angústia que ressoou em meio às trevas do Calvário: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mateus 27:46). Nunca antes tal pergunta havia sido formulada, e jamais haverá outra igual. Se considerarmos Aquele que a fez e a quem foi dirigida, ela permanece única na eternidade. A cruz expõe a medida do ódio de Deus contra o pecado, e igualmente mostra Seu amor para com o pecador. Sobre essa base divinamente justa, Ele manifesta Sua graça, perdoa nossos pecados e considera como justos todos os que se arrependem.

Porém, se os homens menosprezam a cruz e persistem em seu ódio contra Deus, ou afirmam que Ele é muito bonzinho para castigar os maus, o que lhes acontecerá? A resposta é: "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece" (João 3:36).

Se Deus teve de dar, desamparar e ferir Seu Filho amado para salvar o mundo, os pecadores indiferentes podem ser salvos? O Senhor Jesus morreu em vão? Deus O feriu sem necessidade? Não, absolutamente não!

Ainda que mil indiferentes caiam ao nosso lado, e dez mil à nossa direita (Salmo 91:7), aos que crêem no seu nome; deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus (João 1:12).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 2 REIS (Leia 2 Reis 1:11-18)



Assim, pois, morreu, conforme a palavra do Senhor, que Elias falara
(2 Reis 1:17).


Em sua obstinação, Acazias envia um segundo capitão com mais cinqüenta homens para trazer Elias. As ordens são ainda mais insolentes: "Desce depressa". Ele obteve a mesma resposta do anterior.

No Carmelo, o fogo não desceu dos céus sobre os que assistiam à cena, mas apenas sobre o sacrifício. É uma figura do julgamento divino caindo sobre Cristo para trazer o coração do Seu povo de volta a Deus. Mas, no capítulo de hoje, o fogo teve de descer como julgamento sobre os homens rebeldes.

Jesus, a santa Vítima, experimentou sozinho o calor da ira divina. Porém, no futuro, os que não crerem terão de se submeter a essa ira inflexível por toda a eternidade (Romanos 1:18).

Esse dia de julgamento ainda não chegou. Foi por isso que o Senhor reprovou tão severamente os discípulos Tiago e João que tinham esse incidente em mente ao propor que o fogo descesse do céu e consumisse uma aldeia de samaritanos (Lucas 9:52-56).

O capitão da terceira tropa talvez era um dos sete mil do qual o Senhor falara. Ele demonstra respeito, humildade e afeição por seus soldados. Elias foi com ele até a presença do rei, apenas para repetir palavra por palavra a mensagem original, logo cumprida pela morte de Acazias.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

NA TEMPESTADE COM O SENHOR JESUS

Fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.
Ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão, segundo a grandeza das suas misericórdias
(1 Coríntios 10:13; Lamentações 3:32).


Qual é a mensagem que podemos aprender com a cena dos discípulos do Senhor Jesus enfrentando a tempestade no lago da Galiléia?

O crente jamais está só, particularmente quando atravessa as provas da vida. O Senhor Jesus seguiu de perto Seus discípulos, que enviara a outra margem do lago. De fato, estava muito próximo deles quando a tempestade os atingiu. Interveio quando lhe pareceu oportuno. Primeiro, bastante assustados, os discípulos ouviram estas palavras tranquilizadoras: "Tende bom ânimo; sou eu, não temais" (Marcos 6:50). E depois se maravilharam com a bonança.

Um mar agitado ? tal é o mundo no qual os filhos de Deus são chamados a viver; mas sabem que o Senhor por eles intercede no céu (Romanos 8:34). Também aprendem que Deus mede a duração e a intensidade da prova. No evangelho de Marcos, está indicada a hora em que tudo estava prestes a acabar: "perto da quarta vigília da noite" (6:48). No de João a distância está registrada: "uns vinte e cinco ou trinta estádios" (6:19). Assim, o crente sabe que Deus conhece todos os detalhes de sua vida. O Pai o protege nos momentos difíceis e coloca limites ao sofrimento.

Se passamos por períodos sombrios, disponhamo-nos a deixá-los nas mãos de Deus, o qual tem um alvo: "No fim te fazer bem" (Deuteronômio 8:16).

TOLAS E PRUDENTES

Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro
(Mateus 25:6).


O versículo acima faz parte da parábola que relaciona o Reino de Deus a dez virgens que, com suas lâmpadas, aguardavam para se encontrar com o Noivo. Cinco eram prudentes, cinco eram tolas. As primeiras carregavam azeite de reserva para suas lâmpadas; as outras não tinham qualquer azeite excedente. Que figura notável da diferença entre os crentes verdadeiros e os que somente levam o nome de cristãos sem o serem e, portanto, não têm o "azeite" do Espírito Santo. Neste caso, o fato de todas serem virgens, não faz diferença. Quantos são exteriormente decentes e respeitáveis, porém, como não creram no Senhor Jesus, interiormente estão "mortos em ofensas e pecados", andando "segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência" (Efésios 2:1-2).

A lâmpada é o corpo do crente, no qual o Espírito Santo habita, tornando-o apto para a vinda do Senhor Jesus. Quando ouviram o clamor avisando sobre a chegada do noivo, as tolas pediram azeite às prudentes. Mas não é possível darmos o Espírito Santo a ninguém, nem transferirmos o relacionamento que temos com Ele. As sábias indicaram onde as outras poderiam comprar azeite, o que remete à fé no Senhor Jesus.

Mesmo querendo comprar, as tolas não tiveram tempo, pois o Noivo chegou e elas não estavam prontas. As sábias foram com o Noivo participar das bodas. Depois, chegaram as tolas, sem azeite nem luz, e pediram: "Senhor, Senhor, abre-nos". Mas receberam uma terrível resposta: "Vos não conheço".
E para as prudentes, os já salvos, agora é o tempo de desenvolver nossa salvação (Filipenses 2:12) e de andar de modo digno da vocação para a qual fomos chamados (Efésios 4:1); e se seu cristianismo é uma farsa, se você nunca recebeu o Espírito Santo, ainda é tempo de se arrepender e clamar ao Senhor.

A DIFERENÇA ENTRE CRER E SABER

A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem
(Hebreus 11:1).


Ainda hoje consigo ouvir a voz do meu professor me perguntando: - Onde fica Nápoles? Respondi vacilante: - Creio que fica na Itália. ? Crer é na igreja, aqui você tem de saber!; respondeu o professor.
Em um ponto ele não tinha razão: crer não é somente quando se está "na igreja". O crente crê sempre e em todas as ocasiões. A fé que recebemos de Deus não é uma fé morta, que se limita às atividades religiosas. Ao contrário, é uma fé viva, um poder de grande dinamismo para todas as áreas da vida.

Mas meu professor me ensinou outra coisa. Ele queria me mostrar a diferença entre crer e saber. Ele percebeu que eu não estava seguro da minha resposta. Usamos a palavra "crer" com o sentido de "achar", o que enfatiza nossa incerteza, e expressa dúvida.

No sentido bíblico, crer significa exatamente o contrário. Crer é saber com absoluta confiança, saber com plena certeza, triunfar sobre a dúvida. Por confiarmos em Deus sabemos com segurança que Ele faz o que diz e cumpre Suas promessas.

"Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra" (Jó 19:25).
"Não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia" (2 Timóteo 1:12).

terça-feira, 22 de julho de 2014

O RECURSO DA ORAÇÃO - Testemunho

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus
(Filipenses 4:6-7).


"Meu pai sempre recordava o período de desemprego que enfrentou durante a grande crise de 1936. O que fazia com que a história de meu pai fosse muito emocionante era nossa situação familiar: eram seis filhos para serem criados com uma ajuda estatal muito limitada. Porém, meus pais receberam o Senhor Jesus como Senhor e Salvador, e se ancoravam nEle por meio da oração. Nessa época eu só tinha sete anos, mas me lembro bem dos momentos em que cada noite após o jantar, todos reunidos e de joelhos, pedíamos a Deus que resolvesse essa situação tão difícil.

No início de 1937, ele recebeu uma carta. Era uma resposta a uma solicitação feita à autoridade militar em 1919! Naquele ano meu pai tinha pedido um emprego reservado para os feridos de guerra (1914-1918). Ele fizera tal solicitação sem saber o que o futuro lhe reservava. Dezoito ano depois, justo no momento em que meu pai mais precisava, Deus mandou o emprego. Era somente uma vaga de trabalhador braçal, mas ele estava feliz de poder trabalhar; era magnífico. Naquela noite, como foi maravilhoso poder agradecer a Deus por Sua fidelidade!"

Deus Se alegra em que aprendamos a não estarmos inquietos por coisa alguma.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

A COMIDA DIVINA

E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.
Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.
(João 7:37-38; Isaías 55:1).


Que convite inacreditável! É o convite do Deus vivo para nós, seres tão pequenos. Para mim e para você. O amor e a bondade de Deus comovem seu coração? Ou não? Deus lhe oferece vinho (que simboliza a verdadeira alegria); e leite (a nutrição espiritual). Na Grécia antiga, as pessoas imaginavam que havia uma "comida dos deuses", néctar e ambrosia, e nenhum mortal poderia obtê-los. Mas o Deus vivo oferece Seus dons "sem dinheiro e sem preço". Todos os tesouros do mundo não podem comprar uma única gota do vinho da verdadeira felicidade.

Ele não desperdiça Seus preciosos dons, porque foram obtidos a um preço elevadíssimo: a morte e o sangue do Senhor Jesus no Calvário. Talvez você exclame: "Ah, essa velha história de novo!". Sim, este é um convite que há séculos ecoa neste mundo, onde o pecado nos deixou sedentos e famintos. No tempo determinado, o Senhor Jesus veio para Se dar como alimento: "Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida" (João 6:55).

Ser convidado a se alimentar do "Cordeiro de Deus", a beber do vinho e do leite do céu é um privilégio além da imaginação. Você tem comido a comida divina? Ou você se recusa a comer a carne do Filho de Deus e a beber Seu sangue, i.e. aceitar o Senhor Jesus como seu Salvador pessoal? "Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos" (João 6:53).

O SEPULCRO VAZIO

Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos.
E aconteceu que, estando elas muito perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes. E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou
(Lucas 24:46 e 24:4-6).


A ressurreição do Senhor tinha uma importância tão grande que deveria ser anunciada de maneira extraordinária para as mulheres que foram ao sepulcro e também aos discípulos. Por isso, dois anjos desceram do céu para dizer a elas que Aquele a quem buscavam entre os mortos estava vivo. O Senhor Jesus havia ressuscitado. Ao ouvir os anjos, elas "lembraram-se das suas palavras" (v. 8). É necessário manter no coração a Palavra de Deus, crer e meditar nela, para que ela conduza nossas ações e reações o tempo inteiro. Essas piedosas mulheres, tendo esquecido o que o Senhor Jesus falara, queriam embalsamar o corpo de Deus, não sabendo que Ele vivia. Elas olhavam para o mundo ao invés de olhar para o alto; estavam confusas e preocupadas ao invés de felizes e jubilosas.

"E, voltando do sepulcro, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os demais. E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam, as que diziam estas coisas aos apóstolos" (vv. 9-10). Ao citar seus nomes, Deus mostra o quanto apreciava o zelo e apego delas ao Seu Filho amado, apesar da ignorância. Deus sempre leva em conta o que se faz pelo Senhor Jesus em um mundo que O odeia.