sábado, 21 de fevereiro de 2015

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 2 REIS (Leia 2 Reis 18:1-12)

No SENHOR, Deus de Israel, [Ezequias] confiou, de maneira que, depois dele, não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele
(2 Reis 18:5).


Desse ponto em diante, até o final desse livro, a história se refere apenas a Judá. Deus recapitula tristemente todos os pecados de Seu povo. Mas agora Ele Se alegra em nos falar sobre um rei fiel. O reinado de Ezequias ocupa nada mais que onze capítulos da Bíblia (18-20; 2 Crônicas 29-32; Isaías 36-39); é como se Deus, no tempo da ruína e antes que chegasse um período ainda mais tenebroso, tivesse prazer em se deter sobre a vida de um servo piedoso. Até esse ponto, os relatos dados acerca dos melhores reis sempre incluíam a observação: "tão-somente os altos não se tiraram". Esses lugares altos onde o povo sacrificava (a Deus ou aos ídolos) permaneciam por causa da desobediência a Deuteronômio 12. Eles fazem lembrar todas as tradições e superstições pelas quais a cristandade tem substituído os ensinos bíblicos no que se refere à adoração. A veneração que eles tinham pela serpente de bronze nos recorda que a cruz em si mesma virou objeto de idolatria para muitos. Ezequias quebrou e destruiu completamente a serpente de bronze.

Então saiu debaixo do jugo assírio e triunfou sobre os filisteus, segundo a profecia de Isaías (Isaías 14:28).

"SABENDO?"

Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado
(Romanos 6:6).


Por meio da obra de redenção consumada na cruz do Calvário, quem crê não apenas recebe o perdão dos pecados; ali nossa condição de pecadores, o "velho homem", chega ao fim. Cristo não só "morreu pelos nossos pecados" (1 Coríntios 15:3), mas nós também fomos "crucificados com Cristo" (Gálatas 2:20). "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Coríntios 5:17).

ALELUIAS! Se aos olhos de Deus tivéssemos permanecido como antes, apesar do perdão dos pecados, Cristo teria morrido em vão. Seria só uma mais uma religião, "mandamento sobre mandamento, regra sobre regra" (Isaías 28:10), para se alcançar um "bom caráter". Mas já podemos nos regozijar, porque o corpo do pecado foi desfeito!

Porém, é exatamente este ponto que nos causa dificuldades em nossa vida diária. Todos nós ainda cometemos pecados, alguns até parecem invencíveis para nós, e isso entra em conflito direto com nossa fé. A bíblia não diz que "experimentamos" que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, mas que "sabemos" disso. Tal conhecimento é baseado tão-somente na Palavra de Deus, jamais em nossa experiência.

Portanto, quando confessarmos um pecado diante de Deus não esqueçamos de agradecê-Lo não só pelo perdão, mas porque ele nos deu a escolha de tomarmos nossa cruz e nela crucificar o velho homem, sabendo que "se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos" (Romanos 6:8). Ter esse conhecimento capacita nosso coração a crescer na graça e nos preserva de cairmos nas inúteis tentativas de melhorar nossa natureza carnal e pecaminosa.

UM RESGATE DUPLO

E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás
(Salmo 50:15).


Em 1940, fiz parte de uma força expedicionária britânica encurralada pelo rápido avanço do exercito alemão em Dunquerque. Não havia rota de escape, mas em resposta às numerosas orações, Deus permitiu que o mar se acalmasse, possibilitando que numerosos navios e pequenos barcos pudessem atracar e repatriar para a Inglaterra mais de trezentos mil homens em um tempo relativamente curto. Esse foi meu primeiro resgate. Mas eu precisava de outro.

Quando estava diante da morte percebi que não estava preparado. Deus me mostrou que eu teria de enfrentá-Lo como Juiz. Eu conhecia Romanos 6:23: "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor". Eu clamei a ele, confessando meus pecados e minha necessidade urgente de um Salvador. O Senhor Jesus ouviu minha oração e me salvou. Esta foi a palavra que ele me deu: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome" (João 1:12).

Fui resgatado duas vezes: da morte física e da morte espiritual. Mesmo que você não esteja exposto ao perigo iminente como eu estava, você pode sentir sua necessidade profunda de resgate da separação de Deus. Ele vai lhe salvar com uma tão grande salvação que você nunca mais será o mesmo!

UMA GRANDE E FANTÁSTICA COMISSÃO

Livrando-te? dos gentios, a quem agora te envio, para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim
(Atos 26:17-18).


Aqui o apóstolo Paulo testifica da grande comissão que recebeu: ir a todas as nações pregando o evangelho da paz com Deus. E lista vários aspectos decisivos para todos.

Primeiro, Deus procura abrir nossos olhos. Ninguém se considera pecador diante de Deus: achamos que os "outros" são pecadores, e isso segundo nossos padrões. Nem ninguém é capaz de, por si mesmo, desejar a graça que Deus preparou para perdoar nossos pecados; graça essa que nos é revelada pelo evangelho do Senhor Jesus.

Então vem o segundo passo. Converter-se a Deus significa admitir sem reservas o veredito de Deus sobre nós e dar meia-volta, sendo transportadoras do império das trevas para o no reino do Filho do seu amor (Colossenses 1:13).

Quem faz isso recebe o perdão dos pecados pela fé no Senhor Jesus Cristo. Por sua morte na cruz do Calvário ele cumpriu a obra de expiação, tornando o perdão possível.

E a herança? "As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam (1 Coríntios 2:9)".

UM CONVITE IRRESTRITO

Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã. E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida
(Apocalipse 22:16-17).


À medida que o Senhor Jesus estava próximo de encerrar o cânon da preciosa Palavra de Deus, como é lindo ouvir esse gracioso convite! ele não deseja que nenhum se perca, mas que todos se arrependam. Mas é da máxima importância que os que ouvem tal convite saibam quem lhes está dirigindo palavras tão maravilhosas. Primeiro, ele é a raiz de Davi, ou seja, Davi veio dEle, pois ele é o eterno Deus. Ele também é a "geração de Davi", pois em Sua humanidade, Jesus foi descendente de Davi. No entanto, a grande glória de Sua deidade e a preciosa realidade de Sua humanidade estão claramente expostas.

Enquanto estava no mundo, ele disse: "Vinde a mim" (Mateus 11:28). Agora ele nos diz que o Espírito e a Noiva se unem neste amoroso convite, pois o Espírito Santo está na Noiva, a Igreja. E ele proclama a todos os que ouvem a convidar outros a dizer "Vem". Sem dúvida, uma pessoa que foi salva pelo Senhor Jesus, passando a conhecê-Lo pela fé, também deseja intensamente a salvação de outros.

Além disso, o Senhor Jesus estende o convite a "quem tem sede". Que bondade e misericórdia! Assim a sede do sedento será eliminada. Mas suponhamos que não haja sede alguma em nós. O Senhor alarga o convite: "Quem quiser, tome de graça da água da vida".

O Senhor não deixa pedra sobre pedra ao oferecer a salvação ao perdido. Se alguém vier será bem recebido. Se não quiser vir, ousará dizer que a culpa foi de Deus?

MUITOS OU POUCOS NÃO IMPORTA; IMPORTE-SE COM A SUA!

E disse-lhe um: Senhor, são poucos os que se salvam? E ele lhe respondeu: Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão
(Lucas 13:23-24).


Quem fez essa pergunta para o Senhor Jesus não esperava pela resposta que ouviu. Mas era o que precisava ouvir. Ele estava interessado em saber se poucos ou muitos seriam salvos. Contudo, o mais importante é saber se ele mesmo seria salvo. Portanto, o Senhor não pronunciou um "sim" ou "não" direto; ele se dirigiu à consciência daquele homem e à nossa também: "Porfiai por entrar pela porta estreita".

Passar pela porta estreita significa aproveitar a salvação que Deus oferece no tempo certo e do jeito certo. Todos são chamados para receberem a salvação.

É uma porta estreita. Deus exige que nos arrependamos, isto é, que reconheçamos nossos pecados e nossa independência. Nossos conceitos sobre o que é certo e errado não cabem aqui. Deus já determinou a maneira pela qual podemos ser salvos: pela fé em seu Filho, o Senhor Jesus Cristo. Só nos resta nos submetermos.

Quando é o tempo certo? Hoje é o dia para se passar pela porta estreita, pois em breve ela se fechará. E será aí que as pessoas perceberão a chance que perderam. Elas tentarão entrar, mas não conseguirão. Nada fará diferença nesse momento: se frequentaram reuniões cristãs ou não, se deram dinheiro ou não, se pecaram ou não, se fizeram boas obras ou não. A porta estará trancada para sempre! Como será apavorante para os que pedirem "Senhor, abre-nos a porta" ter de ouvir "Digo-vos que não sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniquidade" (Lucas 13:27).

O MAIOR DOS VENCEDORES

Porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo
(Isaías 53:11-12).


As repetidas referências na Palavra de Deus à obra expiatória de Cristo mostram como o Pai valoriza a morte de Seu Filho e também como a intercessão dele pelos transgressores corresponde aos próprios pensamentos de Deus. Portanto, Deus foi glorificado perfeitamente, e assim podemos entender Sua promessa de "repartir os despojos com os poderosos", como descreve a linguagem figurativa das Escrituras. Após o Justo ter sofrido muito, ele recebe a recompensa do penoso trabalho de Sua alma.

O versículo 12 nos dá uma breve visão do futuro. Vemos o Senhor como o "Leão da tribo de Judá" e o poderoso conquistador de Seus inimigos. Essa cena apresentada é o que acontecerá após a vitória ser estabelecida. Assim como Deus fez um nome para Davi "como o nome dos grandes que estão na terra" (1 Crônicas 17:8), o Senhor um dia repartirá os despojos como o maior dos vencedores.

Com gratidão e em jubilosa esperança nos é permitido saber desde já que aqueles que o Pai Lhe deu estarão entre os que compartilharão a glória de Seu reino. Os que neste mundo forem humildes e quebrantados de coração reinarão com Aquele a quem o Pai coroou com majestade e honra. Os que testemunharam Sua graça mais tarde testemunharão Sua glória, pois o acompanharão quando ele vier para julgar (Apocalipse 19:14). E com ele herdarão todas as coisas!

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 2 REIS (Leia 2 Reis 17:1-18)

Vós não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus
(Oséias 1:9).


Oséias, assassino e sucessor de Peca, foi o último rei de Israel. Israel não aproveitou o adiamento da sentença dada pelo Senhor por alguns anos. No nono ano do reinado de Oséias houve a conquista de Samaria e a subseqüente deportação das dez tribos. Mas Deus em Sua justiça não quis dar esse passo final sem antes mostrar claramente a culpa do povo mais uma vez. Os versículos 7 a 18 resumem as irrefutáveis acusações divinas contra Israel. Assim será diante do grande e terrível trono branco. Os mortos não serão julgados antes que os livros onde estão registradas todas as suas obras sejam abertos, para a completa confusão deles (Apocalipse 20:12-13).

O rei da Assíria continuou com seu plano de expatriar populações. Que coisa vergonhosa ver a bela terra de Canaã ocupada por nações idólatras, mesmo que eternamente elas tenham aprendido a temer o Senhor e prestar-Lhe culto além do culto a seus próprios deuses (vv. 23-34).

Chegamos ao momento profetizado por Oséias, quando o Senhor pronuncia sobre Israel as solenes palavras "Lo-amni" (ou seja, "não meu povo") com a réplica: "Põe-lhe o nome de Não-Meu-Povo, porque vós não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus" (Oséias 1:9).